Project LiveWire e Garage Henn – Parte 4

Bem, depois do pequeno curso sobre o projeto LiveWire, com direito a video e tudo mais, finalmente chegamos perto das motos e começamos a analisá-las.

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Nós não tivemos nenhuma informação oficial da Harley Davidson sobre o modelo, então tudo que está escrito aqui decorre da nossa observação.

Em primeiro lugar, o que chama a atenção é a dimensão da moto.

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Sim, ela é realmente curta e estreita, confirmando a impressão das fotos. Chega a lembrar a XR1200X, a moto mais esportiva vendida pela Harley Davidson nos últimos anos e que fez sucesso no Brasil.

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Mas a LiveWire  é bastante confortável e muito, mas muito mesmo, maneável.

O quadro parece ser do tipo diamante ou diamond frame, como algumas esportivas japonesas, com duas traves laterais unidas ao canote da caixa de direção e  o motor elétrico é incrustado nesse chassis. Não foi possível ver com precisão, pois a LiveWire tem placas laterais  que preenchem os espaços vazios das travas laterais. O material, pelo tato e porosidade, é alguma liga leve de metal, utilizado tanto no quadro como na balança.

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A comparação com a XR1200X  não é por acaso. Nesse aspecto, eu devo ressaltar que tenho uma XR1200X ano 2013, e a posição de dirigir não é muito diferente, com o corpo do piloto mais à frente e as pedaleiras recuadas, situação estranha ao mundo Harley Davidson, mas encontrada na última esportiva da fábrica de Milwaukee, a citada XR1200X.

O banco é relativamente macio e não causou nenhum incômodo, ao menos durante os poucos minutos do test ride, mas é bastante auxiliado pela maciez da suspensão traseira.

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A suspensão traseira, aliás, é dotada de um único amortecedor, inclinado horizontalmente e ligado sem links na balança traseira,  cujo material é muito similar àquele adotado na balança traseira da XR1200X.

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Eu não saberia dizer quanto às regulagens dessa suspensão traseira, mesmo porque, somente pelo contato visual, foi possível verificar apenas a possibilidade de regulagem da pré carga do amortecedor, mas nada mais do que isso.

Na dianteira, a suspensão é invertida e as suas dimensões e comportamento são bastante parecidos com os da XR1200X, com possibilidade múltipla de regulagem.

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O tanque não é tanque, mesmo porque o motor é elétrico (e não a combustão) e não há reservatório para o combustível.

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Trata-se de uma capa de plástico em forma de tanque que compõe o visual não (tão) futurista da LiveWire.

O guidão e os punhos elétricos, manoplas e manete(s) são comuns das motos da linha Sportster da Harley Davidson, inclusive o reservatório do fluído de freio. A diferença fica mesmo pela ausência do manete esquerdo, geralmente destinado a operação da embreagem nas motocicletas.

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O painel, esse sim, é totalmente inédito. Ele é completamente digital, o seu tamanho aproxima-se ao de um GPS e instalado sobre o guidão.

Ali estão as informações sobre o tipo de condução adotado (com potência reduzida ou potência máxima), velocidade, distância percorrida, duração da bateria e  abertura do acelerador, que é eletrônico, sem fios.

O interessante é que, parada, a LiveWire não produz nenhum ruído, ligada ou desligada. A única maneira de confirmar se a LiveWire está ligada e pronta para partir é olhar o painel e verificar se o número 111 está ali aceso. E a partida é realizada através do tradicional botão do punho direito da Harley Davidson.

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O farol dianteiro é composto de LEDs e é similar aos vendidos no catálogo de acessórios da Harley Davidson.

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Os piscas dianteiros são iguais aos da VRod, com LEDs embutidos nas respectivas hastes e instalados horizontalmente abaixo do guidão.

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Os piscas traseiros também são compostos de LEDs e fazem igualmente o papel de lanterna traseira e envolvem a placa de identificação.

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As rodas também são feitas de liga leve metálica e usam pneus normais de linha comercial. Ao que me lembre, as duas rodas têm 17 polegadas de diâmetro e o pneu traseiro era um 180, igual ao da XR1200X. Os paralamas dianteiro e traseiro são igualmente comuns.

Os freios são individuais – um para cada roda – e acionados pelo manete direito dianteiro e pelo pedal direito, contando com acionamento hidráulico.

Como a LiveWire é muito leve (para o padrão Harley Davidson) e o motor elétrico conta com um incrível redutor de velocidade quando o acelerador é fechado, os freios são superdimensionados para o modelo. E não contam com o recurso do ABS, mas a força de frenagem alimenta o motor elétrico (força regenerativa), como o KERS utilizado nos carros da fórmula 1 e alguns carros de passeio.

A transmissão é por correia de kevlar, da mesma forma que os demais modelos da Harley Davidson, e a moto, naturalmente, não tem câmbio, nem pedal de câmbio.

Três detalhes da moto me chamaram a atenção:

um suposto radiador de óleo (talvez para a refrigeração do motor elétrico?)

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outro suposto radiador montado sob o motor elétrico

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e a tomada para o reabastecimento elétrico que pode ser feito em tomadas residenciais com o devido cabo.

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Enfim, essas são algumas impressões da LiveWire parada. Falta agora relatar o test ride, o que fica para o próximo post.

É isso aí.

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By | 2017-06-21T22:32:09+00:00 22 de dezembro de 2014|Notícias|0 Comentários

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